Ninguém entende os jovens

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Não importa o que aconteceu, ou seja, o fim. Mas sim o meio que se deu o fim, eles dizem ser poetas, loucos, vadios, escritores das estrelas. Ocupam os espaços públicos com pichações desastrosas, declarando amor aos devaneios de uma juventude apaixonada.

E o que eu quero dizer com tudo isso? Na verdade eu não sei por onde terminar.

Vivemos um momento de protagonismo juvenil em que todas as causas da vida social acabam desembocando no mesmo canal, as redes sociais.

Por um simples momento o que é para ser uma causa de transformação vira mais um evento de selfies marcando presença com pessoas que as vezes nem se conhecem.

As músicas que circundam a juventude não estimulam nada além de sexo e curtição, mas daquelas bregas mesmo, sem compromisso com o dia seguinte, com o trabalho ou com a responsa de quem precisa ajudar em casa.

Quando eles decidem se comunicar, aí sim, é o fim de uma era que atingia o ápice da comunicação 360 graus, onde poderíamos trocar e compartilhar idéias diferentes para cada meio digital social.

O fim deste meu triste relato está em saber que o acúmulo de palavras lidas por um jovem através das redes sociais chega a uma media de vinte e duas páginas, mas o que ele escreve não se compara a uma página de alfabetização.

Os jovens merecem seu espaço, mas um em que nós possamos nos entender.   

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Palavras Reunidas: Para começar

Oi, tudo bem ?

Esse é o primeiro de oito capítulos de um ensaio literário que fiz durante minha juventude tardia, logo após eu o utilizei como material para estudo de caso em minha pós em artes visuais, o livro se divide em fases da qual espero que você goste, a leitura começou, aprecie sem moderação.

O mundo de bolas de gude

pro thiago ver

Quando não temos para onde ir, o que fazer?

E quando estamos no chão e pensamos estarmos derrotados de vez, o que vem depois?

A vida em correria como se isso fosse nos fazer esquecer de nossos medos interiores, ou talvez,

 nos aliviar por um momento.

Não estamos sendo perseguidos pela nossa covardia.

A vida é uma caixinha com bolas de gude, onde olhamos através delas e vemos apenas desenhos retorcidos.

Como eu queria enxergar alguém puro de coração,

assim me purificar também.

Meus braços estão cansados de sempre pedir algo que nunca se manifesta, porém não me canso de acreditar que muito do que sou é graças a isso.

Música sobre auto-estima no momento,

 não quer dizer que esteja me sentindo bem.

Acredite se quiser, um reflexo nosso na água nos diz muita coisa, como diz.

Pense no seu mundo de bolas de gude,

 como seria se você não estivesse lá?

O que pode acontecer quando você faz 18 anos e se vê numa rebeldia incontrolável de sentimentos?

O mundo parece que esqueceu de você, de ditar regras e talvez até lhe dizer:

“- Tudo que você sonhou quando criança, será um pouco distorcido.”

Estranho mesmo, depois de tudo que você aprendeu é começar do zero, pois as suas experiências não fazem diferença para onde você vai agora, trilhar seu verdadeiro caminho.

Sentimentos são portas invisíveis para nosso coração, o que muitas vezes nos deixam paralisados, sem reação e sem saber como agir. É fundamental o exercício do perdão e da entrega para não viver apenas lamentos, sofrer nos custa muito, sempre custa.

Reunir todos os textos que achei em minha gaveta e tentar organizá-los de um jeitinho que você se sinta parte disso não foi uma tarefa fácil.

Chega a ser nostálgico lembrar as fases em que eu me vi sem reação, paralisado, coração querendo pular fora do peito e por fim trancar-se em casa a ponto de nunca mais querer ver a luz do sol. Sim, a maioria de nós já passou por isso, nada melhor do que escrever e compartilhar.

Escrever talvez não seja mesmo um talento do qual, todos possam viver, eu tenho convicção que me incluo nisso, porém nada nos impede de colocar nossos pensamentos em uma folha e compartilhar com alguém.

Escrevo apenas o que eu gostaria de ler, assim em algum momento eu não me sentiria tão perdido.

Talvez eu não teria errado tantas vezes, mas errar também faz parte, sempre faz.

Em agosto de um ano sem muitas coisas boas, comecei a escrever este ensaio que às vezes chamo de livro mas, talvez não seja justa tal comparação.

Expressar sentimentos e revelar segredos foi o que me veio à cabeça quando pensei em escrever numa noite dessas de agosto “onde o sol é sol e a noite é noite”

Eu resolvi começar a minha jornada.

Um mundo de bolas de gude poderia ser a solução daqueles que ainda não encontraram seu lugar no mundo, seu espaço no coração de alguém, um amor que pudesse curar a alma em um lugar onde seu passado não fizesse a menor diferença.

Mesmo depois de tudo que você ler, acredito que ainda estarei longe de um dia reunir todas as palavras.

Bem vindo.