Jesus, o filho de Maria e José

Não teve outra, a mãe veio da escola até em casa puxando ele pelas orelhas. Talvez pela distância e o tempo da bronca, já devia estar com a orelha dormente, pois os gritos ao longo da vila já haviam cessado. Quando a mãe parava para olhar na cara dele, ele apertava o rosto e dizia um “aí mãe”.
Chegando em casa, entraram pela carpintaria, onde José trabalhava
“Que notas são essas, Jesus?”
O menino ficou em silêncio, olhando para a rua, para ver se algum amigo lhe salvava daquele sermão.
“Oh Maria! Quê isso? O menino passou de ano.”
“É isso, né? O ano todo só vai para escola, para passar com essas notas?”
“Não precisa falar assim…”
Jesus era um menino exemplar, igual a todos os outros de sua idade. Gostava de ir para a escola brincar, subir em árvores e encontrar os amigos. Na hora de copiar, fazer a lição ou ficar em silêncio, a formiga da bagunça dava uma bela picada e isso pedia a professora medidas rígidas para conter o furdúncio que se instalava na classe. Nada que não acontecesse em qualquer sétimo ano por aí.
Mesmo Jesus tendo nascido em Belém, há alguns anos eles moravam em Nazaré, cidade maior com mais serviços para a carpintaria.
“Quer Saber? Eu tô precisando de um ajudante” Disse José no intuito de controlar o pequeno surto da mãe e dona de casa.
“Pois Jesus está procurando trabalho. É esperto até demais, vai aprender rápido”
Maria, mesmo sendo uma mulher humilde, forte e corajosa, queria que seu filho fosse exemplo para todos, dentro e fora de casa. Aí de Jesus, se deixasse a louça suja depois do jantar ou não desce a descarga depois de “Lavar o estômago”.
Mas naquela casa, o que não faltava era amor, o menino ia bem na escola, era curioso, alegre, vivia cercado de amigos, sempre ouvia os mais velhos, dividia o lanche com quem pedisse, acatava qualquer decisão da professora e descobriu na carpintaria uma linda profissão, aprendeu com o melhor mestre que já havia conhecido, seu pai, José. Ficaram conhecidos em toda Galileia, Jesus estudava e nos horários livres ajudava o pai na carpintaria. Por vezes a rapaziada da escola aparecia e convocava Jesus
“Bora bater uma bolinha?”
O pai, que um dia também tinha sido criança, torcedor fanático do Belém futebol clube, não tinha como se opor. Jesus trabalhava com madeira junto ao seu pai e era um tremendo perna de pau no futebol, mas era uma ótima companhia, bom mesmo era pedir conselhos a ele, um menino franzino, queimado de sol, mas que parecia que tinha sempre algo bom a dizer a quem lhe pedisse uma opinião.
Um dia, o pai lhe pediu que lhe acompanhasse cedo em uma entrega, levaram uma mesa na carroça puxado pelos burros, Jesus ajudou sem pestanejar, durante a caminhada viu muitas pessoas pobres pedindo qualquer ajuda. Seu pai estendia a mão e dava um pedaço do seu almoço, um pão que levara na bolsa. Todos podem aprender coisas boas, mas o bom exemplo ensina com valor. Chegando em casa no final do dia, quase anoitecendo, a casa com a portas e janelas fechadas. Ao abrir a porta, uma festa surpresa, Jesus não lembrou que era seu aniversário, amigos e vizinhos o abraçavam e lhe parabenizavam. O menino, feliz, pediu para repetir o ato que viu o pai realizar mais cedo, pegou um pão, dividiu e pediu a todos que compartilhassem e perdoassem uns aos outros.
O resto da história de vida do garoto você encontra em livro bem famoso.
Feliz aniversário Jesus!


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