Eu sou maçom .’.

maçonaria

 

 

Chegaram desconfiados, endereço apenas letras e números não é lugar bom

– É aqui.

– Como tu sabe?

– G.O.B.  Gilson Oliveira Barbosa

– E esse desenho de esquadro e régua.

– Tú é uma mula Paulo? Ele é arquiteto porra!

– E precisa morar numa casa com muro alto e um portão todo fechado?

– Bicho! O cara é contemporâneo, isso é coisa moderna, não é pra gente.

– Que festa é essa? Tudo fechado, não tem música, não tem criança.

– PORRA! É uma festa surpresa, agora grita pra todo mundo saber, num tá vendo esse tanto de carro? tá todo mundo esperando agente lá dentro.

– Então chama aí na porta.

Diego bateu no portão três vezes, dó outro lado ouviu-se:

– Saudações meu irmão, anuncie de que loja você veio!

Diego e Paulo se olharam, era algum tipo de brincadeira, olhou uma frase e um numero na parede, sem pensar leu em voz alta

Grande Oriente do Brasil, 33.

Ouvia-se um burburinho do outro lado, a porta abriu-se rapidamente e foram puxados para dentro, começou uma sessão calorosa de abraços, apertos de mãos, batidas no rosto e depois no peito.

– Não estávamos lhe esperando, que surpresa boa!

Diego e Paulo já estavam sem entender o que estava acontecendo, a surpresa era para o Gilson, não conhecia ninguém naquela festa, todo mundo de terno preto.

– Coloquem seus aventais, a sessão irá começar, faça nos a honra, presida esta solene sessão.

– Tá…..

Diego estava desorientado, pensou um pouco e ligou os pontos, não era festa surpresa para o Gilson coisa nenhuma, era um casamento surpresa, o seu casamento. Estava noivo há seis anos de Marina, estes deviam ser os tios do sul de que tanto falava.

– Ela não podia ter feito isso comigo, sacana.

– Quieta aí velho, vai começar a festa, geral está entrando, casa esquisita. Contemporânea!- Disse Paulo

Um senhor de terno amarrou o avental em Diego, depois em Paulo, apertou a mão e deu dois tapas nos rostos de cada um, orientaram Paulo a sentar e esperar dentro da casa. Enquanto isso um grupo cercou Diego com espadas.

Ao entrar no salão, ficou ofuscado pelo excesso de luz que vinha das velas, ao centro três senhores com aventais azuis, o do meio e por sinal mais velho (Devia ser o padre) pronunciou:

– Quem chega neste respeitoso templo?

– Um representante da Augusta e honrada GOB

– E o que tem a dizer?

Neste momento as espadas se abaixaram e abriram espaço para Diego, que pensou se de fato estava pronto para casar, pelo menos não naquele dia.

– Eu não vou casar! Vambora Paulinho, é uma cilada.

Saíram os dois correndo, entraram no carro e sumiram na estrada.

– Caralho que porra de festa esquisita velho. Disse paulo

– Não vamos contar nada a ninguém.

– Por que?

– Porque agora somos maçons.

 

OBS: Na foto, a saudação secreta entre os maçons.

Obs²: Isso tudo é ficção, beleza?

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